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sexta-feira, 7 de maio de 2010

AGARROMEU - TAL PAI TAL FILHO -

secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, disse nesta sexta-feira (7), em entrevista exclusiva ao G1, que não vai deixar o cargo devido a sua ligação com o suposto chefe da máfia chinesa de São Paulo, Li Kwok Kwen, conhecido como Paulo Li. "Tirem o cavalo da chuva. Não vou sair", afirmou.

Reportagem publicada na quarta-feira (5) pelo jornal "Estado de S.Paulo" revelou gravações telefônicas e e-mails entre Tuma Júnior e Paulo Li interceptados pela Polícia Federal durante investigação sobre contrabando. Paulo Li foi denunciado pelo Ministério Público Federal no fim do ano passado por formação de quadrilha e descaminho (contrabando). Ele está preso.

O secretário admitiu ter amizade com Li, mas negou envolvimento com irregularidades. “É lógico que ele é meu amigo. Agora, que vantagem ele tem de ser meu amigo se ele está preso? Nenhuma. Não tem nada no Código Penal que diga que ter amigo é crime. O que não pode é acobertar atividade ilícita de qualquer um. E isso eu nunca fiz”, afirmou. Tuma Júnior disse conhecer Paulo Li há 20 anos e revelou ter ficado “abismado com as denúncias” envolvendo o amigo.

“Esse negócio de falsificar celular, confesso que fiquei muito chateado. Abismado. Não vou dizer que é mentira. Porque se está nos autos deve ser verdade. Agora, é uma coisa que eu jamais desconfiei. Não acredito que ele fizesse até. Porque conheço o cara há 20 anos. E eu não posso negar, nem que isso deponha contra mim, porque eu sou policial e eu tinha pelo menos que ter desconfiado. Se não desconfiei, é porque ele não fazia ou fazia muito recentemente. Porque não dá para andar com um cara que é bandido e não saber. Isso eu nunca desmenti”, afirmou.

Ao ser preso em setembro de 2009 na operação Wei Jin, da Polícia Federal, Paulo Li teria telefonado para Romeu Tuma Júnior na frente dos agentes que cumpriam o mandado. Dias após a prisão, Tuma Júnior teria ligado para a Superintendência da PF em São Paulo, onde corria a investigação, e pediu para ser ouvido. O depoimento teria ocorrido em um sábado e o secretário teria alegado que não sabia de atividades ilegais de Li.


 

quarta-feira, 7 de abril de 2010

MALUF E SEUS FILHOS CONTINUAM LIVRES

O nome do deputado Paulo Maluf (PP-SP) foi incluído na difusão vermelha da Interpol - a polícia internacional que mantém representação em 181 países - a partir de solicitação dos Estados Unidos. A informação foi divulgada nesta sexta-feira pelo Ministério Público Estadual de São Paulo. A defesa do ex-prefeito (1993-1996) declarou que já está providenciando ação específica para anular a medida, que classifica como "uma afronta ao Congresso brasileiro".
A difusão vermelha é o alerta máximo da Interpol e limita os deslocamentos do alvo. Se ingressar em território que integra a comunidade policial, Maluf pode ser imediatamente detido. Para derrubar essa restrição, os advogados do ex-prefeito apresentaram em fevereiro medida que busca excluí-lo do índex da Organização Internacional de Polícia Criminal.

Maluf é acusado em ação da promotoria criminal dos Estados Unidos perante o Grande Júri de Nova York. Robert Morgenthau, promotor público norte-americano, o denunciou por suposta "conspiração com objetivo de roubar dinheiro da cidade de São Paulo a fim de possuir fundos no Brasil, Nova York e outros lugares, e ocultar dinheiro roubado".
O processo aponta Maluf como artífice de suposto esquema de superfaturamento de obras na Prefeitura da capital paulista. Ele nega categoricamente a prática de desvios em sua gestão. Destaca que o Tribunal de Contas do Município aprovou todos os anos da administração, e afirma que nunca teve recursos no exterior. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

domingo, 4 de abril de 2010

PRIMEIRO BEIJO - MEMÓRIAS

Numa dessas visitas, encontrei Açucena sozinha em casa. Por esse motivo resisti ao seu convite para entrar. Após momentos de uma conversa amena no portão, a menina tomou da minha mão e dizendo: - Vem cá, seu bobo, puxou me para dentro da casa. Cedi, porém ponderando que embora não tivesse nada de mais, o fato poderia ser mal interpretado e que eu não queria aquilo, porquê prezava muito a amizade que seus pais me dedicavam. Açucena, determinada, falou que não tinha importância, que seus pais me conheciam e, para quebrar minha resistência, finalizou dizendo que seus pais só chegariam a noite.
Na realidade não me preocupava o fato de ser flagrado em aparente delito, porém sentia estar traindo a confiança dos meus amigos. Incomodava me a possibilidade de, vistos pelos vizinhos, sermos mal interpretados. Preocupava-me a repercussão daquele ato inocente, até em tão, na moral da menina, naqueles tempos de tanto patrulhamento sexual.
Certo momento, Açucena perguntou-me se eu já havia beijado uma moça. Respondi que sim. Curiosa, tornou: - Na boca? Assenti com a cabeça. Daqueles de língua? Tornou ela. Constrangido com aquele interrogatório íntimo vasculhei minha memória e constatei que, de língua não. Um suave roçar de lábios, sim. Carinhos outros, menos ingênuos até. Aquelas brincadeiras, exercícios de sexualidade imanente, transcendente. Prospecções. Aprendizado.
Um pouco humilhado respondi que não.
Açucena levantou-se do sofá no qual estávamos sentados, afastou-se um pouco, abriu seus bracinhos convidativa e disse: - é assim ... , diante da minha indecisão insistiu: venha. Levantei-me hesitante. A menina também hesitou, levantou seus olhinhos para o alto e a direita parecendo procurar ajuda da memória. Pegou sobre o braço do sofá um livreto de historias em quadrinhos ou foto novelas, talvez. De nome “Idílio”, creio. Abriu-o em uma página que já estava marcada e, com apenas a mão direita. Olhou por um momento, depois tornou: - é assim: Ficou na ponta dos dedos dos pés, quase desequilibrando se, dobrou o joelho da perna direita e chamou-me de novo. Aproximei-me ainda hesitante. Por minha cabeça passaram várias coisas: Açucena não me atraia fisicamente. Era altinha, magra, tinha perninhas finas, porém, sua delicadeza, seu jeitinho inocente despertavam em mim, uma grande ternura.
Assustava-me a iminência daquele beijo, mas tinha medo de magoar Açucena. Não queria que ela se sentisse oferecida, rejeitada. Reconhecia o valor daquele presente que a menina queria dar-me e se dar, talvez.
Fui enlaçado, nossas bocas abertas se encontraram, nossas línguas desajeitadas se abraçaram. Para mim foi um momento sentimental mágico de doação. De mais querer proporcionar do que usufruir felicidade.
Açucena apenas comentou: Língua é sem sal né?

UMA HISTÓRIA PERVERSA.

*Por Capucat de Barros
A saga da previdência no Brasil tem sido uma sucessão de erros irresponsabilidades desvios de finalidades e de recursos e até de deslavadas e humilhantes mentiras e, ainda corrupção endêmica.
Criada no governo Vargas, como um sistema fechado nos moldes de um seguro auto-sustentável, representava segurança para seus participantes.
Não era e não é um assistencialismo como querem fazer acreditar setores mal informados mal intencionados ou que tentam acobertar desvios e incompetências.

Como tem demonstrado na mídia a professora da UFMG Eli Iôla Gurgel se os valores das contribuições tivessem sido aplicados na poupança, desde 1947, quando foi implantado o sistema, hoje o superávit acumulado seria de 1,08 trilhões de reais. E destaque se que a poupança é uma aplicação conservadora que muitas vezes sequer corrige a moeda.
Estaria a previdência hoje com os cofres abarrotados, aplicando, investindo e contribuindo  
para o progresso do país e pela bem-aventurança do conjunto da população.
Assim, somos nós. contribuintes e inativos aposentados, em relação ao conjunto da sociedade credores e não devedores: vítimas. os algoses. são outros.
Desvios de Recursos.
Recursos da Previdência foram desviados para a implementação do parque energético do Brasil, para viabilização do sistema público a saúde, a construção de Brasília, da ponte rio Niterói, para o  Banco Nacional de Habitação e para muitas outras finalidades.
Foi feita uma drenagem cruel e sistemática de todos os recursos do sistema. Até seu completo esgotamento. E AGORA JOSÉ? E AGORA?

*Capucat de Barros é Jornalista, Escritor e Consultor de Empresas.

sábado, 3 de abril de 2010

INATIVOS, PENSIONISTAS E OUTROS CHATOS

* POR CAPUCAT DE BARROS

Setores trabalhistas que tem poder de pressão política conseguem privilégios em profusão. Já os fracos?, só conseguem ter seus direitos fleumaticamente ignorados.
Exemplo disso foi a crise no setor de controladores de vôo, que paralisaram o transporte aéreo nacional, com deletérias conseqüências atuais e futuras sobre a economia turismo e imagem do país.














É a equivalência da tal ,operação padrão,  freqüente no transporte coletivo urbano, quando são observadas regras irritantemente, nos mínimos detalhes, inclusive sem ultrapassagens, conservando os ônibus em longas filas tumultuando todo o trânsito em situação que a irreverência do povo denominou de operação linguição.
Já conseguiram que o poder público e seus superiores militares pelo menos os ouvissem nas suas agruras de função e disfunções salariais. Se persistirem, apesar das ameaças costumeiras, serão atendidos sem dúvida.
Podemos acusa-los?  Claro que não. A única maneira de serem ouvidos, após tentativas frustradas de acordo, foi aprontar essa bagunça toda, senão estariam  sendo enrolados até hoje, com tapinhas nas costas e desculpas esfarrapadas de falta de recursos que sintomaticamente não faltam para os que já tem muito. E que são os mais gananciosos.
ALGUNS EXEMPLOS DOS QUE CONSEGUEM TUDO... Ou quase tudo:

Os fiscais fazendários (quando não são atendidos não entra grana).
Os legisladores (esses são soberanos em propor votar e embolsar o que querem ganhar na hora que escolher), tudo isso acrescido de verba moradia, paletó, cueca, (ops, essa não que pode dar falta de decoro). Todas essas benesses são derramadas em generosa cascata pelos privilegiados em níveis escalonadamente abaixo.


O Judiciário, na sua parte mais alta pela sua relação de poder e prestígio com o executivo.

E TEM MAIS, MUITO MAIS, O QUE FALTA É ESPAÇO E PACIÊNCIA, PRINCIPALMENTE FALTARÁ PARA OS EVENTUAIS LEITORES DESSA ARENGA.  OS QUE TRADICIONALMENTE NÃO CONSEGUEM NADA...

Mas nada mesmo.  A educação a saúde e a segurança. Essas não tem força não tem  nada, mas nada mesmo embora sejam pilares de magna importância em qualquer país em que as autoridades respeitem o povo e principalmente se respeitem.
Entretanto, de todas as classes, a mais discriminada é a dos aposentados, (dos aposentados pobres e classe média, diga-se), que também respondem pelo nome de inativos. A Começar pelo nome.
Afinal de contas, qual o sádico que nos aplicou esses rótulos desmoralizantes.

(Aposentado: recolhido aos aposentos. Logo imaginamos o cara, de pijamas, esparramado, numa cama, como, aliás, representam charges da mídia.
Inativo: dentre outras coisas o termo consta no dicionário ouaiss como preguiçoso)
Qualquer pessoa de conhecimentos medianos e com um mínimo de bom senso sabe do perigo das palavras.
Aposentado e inativo têm hoje conotação pejorativa.
Algumas empresas e instituições, à exemplo do Tribunal de Justiça MG, aplicam cursos para que os futuros aposentados aceitem a nova situação e não caiam em depressão, causada em parte por esses  rótulos infelizes.

Os militares não caíram nessa. Não são nem aposentados, nem inativos são: Da GLORIOSA RESERVA REMUNERADA NACIONAL. Isso é, saem do serviço dito  ativo, REFORMADOS, renovados  revitalizados para continuar ativados em prestigiados conselhos, diretorias ou consultorias.
No mais, viva eu, viva tu, viva o rabo do tatu.

* CAPUCAT DE BARROS, é Jornalista, escritor e consultor de empresas.

QUEM SERÁ?


As eleições presidenciais de 2010 se aproximam aos poucos e seus principais oponentes ficam a cada dia mais evidentes. A não ser que fatos extraordinariamente novos se apresentem, os prováveis concorrentes diretos a vaga de sucessão de Lula serão Dilma Roussef (PT) e José Serra (PSDB). Os dois lados contam com apoios e debilidades que podem fazer muita diferença na reta final. Dilma possui como avalista político o presidente. Lula tem hoje a maior popularidade da história que um chefe de executivo já gozou no Brasil.

O sucesso da política econômica e a eficiência da política social construíram uma armadura de teflon ao redor de Lula, nada de ruim gruda nele. A questão sobre a qual muitos analistas de cenário político se debruçam é se esse poder de fogo poderá ser transferido para a chefe da Casa Civil. Os que sustentam essa idéia se pautam no fracasso da candidatura Marta Suplicy em São Paulo, embora apoiada explicitamente por Lula. Os que contrariam essa tese afirmam que São Paulo é um reduto de pouco afeição ao petismo. Contar com o apoio de Lula ou não é indifrente.


          
Já as regiões Norte e Nordeste e estados como Minas Gerais, gigantes colégios eleitorais, costumam ser invariavelmente lulistas, que se bem trabalhados politicamente podem calibrar a candidatura da ministra. Dilma possui uma bagagem acadêmica e política respeitável, é doutora em Ciências Sociais na área de teoria monetária pela Unicamp e chefia a Casa Civil, sendo a primeira mulher no Brasil a ocupar essa pasta, desde 2005. É vista no meio político como uma mulher rígida e severa. Seu perfil é de gerentona e administradora.

Lula possui um afeto especial por Dilma, reconhece que boa parte do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) e seu sucesso, só são possíveis por causa da ministra. Dilma possui, entretanto, uma fraqueza considerável, sua falta de carisma. Lula tem procurado levá-la para várias cerimônias oficiais para forjá-la no fogo do contato com as massas. Lula confia em Dilma, e o mote de campanha estará pronto em breve e não será algo muito diferente da campanha de 2006 “Não troco o certo pelo duvidoso

José Serra é o candidato da oposição. Tem a seu lado a experiência de muitos anos em cargos de chefia. Foi Ministro do Planejamento e da Saúde no governo Fernando Henrique Cardoso. É visto como a alternativa a política do atual governo Lula. José Serra tem um perfil mais comedido e tem evitado críticas públicas a Lula, que hoje mantém um índice de aprovação de 84%. Serra se sagrou prefeito por São Paulo, e foi muito criticado por ter se afastado da prefeitura para concorrer ao cargo de governador, embora durante a campanha municipal tenha dito que não faria isso.

Ocupa hoje o cargo de governador do estado de São Paulo e é bem visto pela imprensa. Possui contra si a gestão de Fernando Henrique Cardoso, que até hoje é mal avaliada pela população. Joga contra ele também o fato estar consorciado com as alas mais conservadoras da política nacional, sobretudo o DEM, antigo PFL e originariamente ARENA, partido que apoiava a ditadura e todos os absurdos decorrentes do período de obscuridade que o país viveu sob esse regime.

Faltam mais de um ano e meio para as eleições, mas a cada dia que passa esses personagens medem cada vez mais milimetricamente seus atos e seus reflexos. Você já pode começar a pensar em quem vai escolher.

por Henrique Beirangê
charge: cicero.arte@gmail.com






O nebuloso Newtão - Declaração de bens do político mineiro - - -

A fortuna do ex-governador de Minas Gerais Newton Cardoso sempre foi um assunto nebuloso. No início do mês, ele acrescentou mais mistério ao seu patrimônio. Candidato ao Senado pelo PMDB, Newtão, como é conhecido, informou ao Tribunal Regional Eleitoral que seus bens somam 11 milhões de reais. Dias depois, comprou o controle da indústria de sucos Goody. O faturamento e o valor dos empréstimos contraídos pela empresa levaram os analistas a estimar o valor da transação em 12 milhões de reais. É mais do que Newtão declarou à Justiça. Seu advogado, Luiz Gustavo Oliveira, explica que a Goody não foi incluída na lista entregue ao tribunal porque o negócio não havia sido concluído. O advogado encontrou dificuldade, porém, em esclarecer de onde saiu o dinheiro usado por Newtão para comprar a fábrica, já que ele não consta de sua declaração. Deu duas explicações contraditórias. Primeiro, afirmou que a compra não envolveu dinheiro, porque a companhia estava muito endividada. Depois, corrigiu-se e disse que uma das empresas do candidato desembolsou 6 milhões de reais.
 
Conheça as empresas de Newton Cardoso e veja uma parte do seu patrimonio:
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A controvérsia sobre o patrimônio de Newtão o acompanha há quase quarenta anos, desde quando ele ingressou na política. No período em que foi governador, no fim dos anos 80, as denúncias de corrupção lhe renderam dois processos de impeachment. Em suas campanhas seguintes, as dúvidas sobre sua evolução patrimonial ressurgiram. Desta vez, os pontos obscuros já aparecem. Por exemplo, Newtão informou que tem duas fazendas. Uma delas é a Veredão, onde está a pista de pouso que ilustra esta reportagem. Ele a declarou por meros 30.000 reais – o preço de um carro médio. Mas uma avaliação menos modesta, e mais compatível com o mercado, dá conta de que a Veredão valha 3 milhões de reais.

Na lista, Newtão declarou ainda suas ações da NC Participações por 5,5 milhões de reais. A NC é dona de uma empresa chamada Rio Rancho, em nome da qual estão registradas 25 fazendas. Apenas seis delas valem 17 milhões de reais. De novo, é bem mais do que ele atribuiu à NC e do que informou à Justiça. No documento entregue à Justiça, Newtão nem sequer cita a mineradora Magnesita. Há cinco anos, a Ovante Trading, sediada no paraíso fiscal da Ilha da Madeira, adquiriu 30% da mineradora. Hoje, essas ações valem 60 milhões de reais. Newtão é diretor da Magnesita. Seu advogado explica que ele chegou ao cargo porque se tornou procurador da Ovante. "Escolheram Newton porque ele tem preciosos contatos internacionais", diz. Por essa versão, corrigiu-se uma injustiça histórica. Até hoje, pensava-se que Newtão era um monoglota funcional, incapaz de pedir uma Coca-Cola numa lanchonete americana. Pois agora ele faz até "preciosos contatos internacionais". Preciosos, mesmo. Seus contatos nacionais também se valorizaram. Hoje, ele sobe no palanque de mãos dadas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e participa da chapa do candidato petista a governador, Nilmário Miranda. No passado, o mesmo Miranda defendia o impeachment do peemedebista e afirmava: "O senhor Newton Cardoso deve procurar aliar-se a seus semelhantes na corrupção". Pois bem, o eleitorado tem todo o direito de concluir que Newtão não apenas procurou como achou seus semelhantes.
fonte:
 http://veja.abril.com.br/300806/p_074.html